13/08/2008

Prêmio Dardos


Pessoas Lindas,


Fiquei muito feliz com o belo presente que recebi da Andréa Motta: o "Prêmio Dardos". Agradeço-lhe de coração pelo carinho comigo e com esse humilde espaço que existe exatamente para alegrar meu coração, trocar idéias e acrescer meu mundo de amigos.


"Com o Prêmio Dardos, se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc..., que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras."


O Prêmio Dardos tem certas regras:

1. Aceitar exibir a distinta imagem.

2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.

3. Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos".


Então para compartilhar esse prêmio comigo, escolhi amigos(as) MUITO ESPECIAIS (amigos(as) de velha data, atuais e promissores):


São eles(as):


DORA VILELA - Pretensos Colóquios

FABI - Quase Trinta
SÔNIA - Pérolas de Pérola

AUTOR - Confissões a Esmo

CLECIA - Meu Mar Azul

TATI - Veleidade
MÁRCIA - A Vida é como uma Rosa

SHI - Putitanga

JANAÍNA - Alfarrábio

CRYS - Jardim de Letras

MIGUEL - Prosa e Verso

EUZA - Loba

JENS - Toca do Jens

EDU - Casado(i)s

SILVIO AFONSO - Prosa e Verso na foto

PATRÍCIA GOMES - Alma do meu sonho

DÉBORA BELLENTANI - Escritora Caipira, um dedo de Prosa

ANINHA, PRI, MÁRCIA, SHU, RÊ, GGEL, CAROL, KÁTIA - 7 x 7


***


Abaixo, a derradeira parte do meu conto.


Meu beijo muito Karinhoso a todos!


Ká


***

LUCIDEZ


A pesadíssima embriaguez turvava ainda mais sua visão que se confundia com lágrimas que cortavam aquela face bonita mais do que uma faca bem afiada. Voltava da balada. Música bacana. Ambiente bacana. Pessoas “bacanas”. Tudo deveria, teoricamente, estar bacana... mas, seu coração estava dilacerado. Machucado, ferido por demais. Por todos e, principalmente por ela mesma.

As mãos mantinham-se firmes na direção. Os pés aceleravam até o ponto em que seu bom senso (se é que ainda tinha algum) ordenava. Nos lábios, só xingamentos. Palavras tortas. Palavras feias. Palavras vis. Não acreditava que tinha vivido tudo aquilo. Não acreditava que tinha se submetido a tal situação. Não acreditava que tinha chegado ao fundo do fundo do poço.

Cansada, não de dançar, mas de sofrer. Cansada, não da balada, mas da forma como se deixava embalar. Cansada da maquiagem pesada que não conseguia esconder a dor dos seus olhos. Cansada de se enganar. De fantasiar a ilusória de que tudo seria como antes: romântico, feliz, pleno. Cansada, muito cansada, encontrou finalmente a garagem do prédio. Sem saber como, estacionou. Faróis desligados, depositou o rosto choroso sob o colo. Alguns minutos depois, recostou-se então no banco, procurando conforto. Um suspiro de imensa insatisfação saiu de seus lábios.

Seus olhos encontraram o céu. Algumas estrelas cintilavam na madrugada cálida. Quem a vida pensava que era? Quem lhe dera tanto poder assim para lhe dizer tudo aquilo? Que tipo de arrogância era essa que jogara-lhe na cara o que ela não queria ouvir? Descera do carro. Caminhava a esmo. Passos atarantados levaram-lhe até seu apartamento. Livrou-se dos sapatos. Deixou seu corpo cair no sofá. Abraçou-se a uma almofada. Chorou copiosamente.

Levantou-se. Foi para o quarto. Livrou-se das roupas. Sentou-se frente ao computador. Pôs-se a escrever. Uma procissão de palavras desacertadas caminhavam entre seus dedos e a tela do micro. Era preciso ordenar as idéias. Era necessário encontrar-se naquele tufão de pensamentos atordoados. No fundo, a vida lhe dera mais uma chance de re-escrever aquela história. A sua história. A vida lhe mostrava a raiz das coisas. Isso lhe causava perplexidade.

Por caminhos fantasiados, caíra num destino inventado. Isso lhe era muito cômodo. E durante toda a sua vida, procurara a comodidade de estar segura num mundinho trancado e feliz. Numa redoma intocável que infelizmente (ou não) quebrara e lhe colocara frente a frente com o mundo real, com verdades, às vezes, sensatas, às vezes, cruéis e, outras tantas vezes, apenas verdades indispensáveis.

Incapaz de continuar a escrever, deixou-se ficar parada, imóvel, jogada naquela cadeira. Impossível precisar o tempo em que ela ficou ali. O corpo em silêncio, porém os pensamentos invisíveis saltavam barulhentos e faziam piruetas dentro daquela cabeça que buscava apenas entender e, sobretudo, aceitar aquela ausência inadmissível, intocável, inassimilável e instransponível... dentro daquela cabeça, era importante compreender que a vida é uma constante, e, que não pára e não fala mansinho, muito menos enxuga as lágrimas das pessoas... dentro daquela cabeça era essencial aceitar e aprender a conviver com as novas presenças que lhe eram impostas... dentro daquela cabeça era vital necrosar definitivamente o passado.

Aprumou-se ainda pálida. Uma expressão de rosto ressurgia ainda incerta e incompreensível. Talvez ela já tivesse entendido. Talvez ainda fosse preciso mais e mais reflexão.

Um mal-estar apoderou-se de seu corpo. Começou a se sentir incomodada com a resposta do seu organismo à grande quantidade de álcool ingerida. Uma ânsia percorreu suas entranhas. Vomitou então suas tristezas e angustias, sua raiva e seu medo, vomitou tudo aquilo que, por tempos e tempos, lhe sufocava.

Fora tão grande seu esforço... fora tão intenso seu vômito... que ali adormecera...

Sonhou. Sua urgência era ser entupida com a presença de quem se foi. Ter de novo, o amor de sua vida, sua carne, seu osso, seu nome, sua voz... Gritou aos quatro ventos. Urrou pelas trevas daquela ausência sem fim. Buscou a noite que a nutria de insônia. Esqueceu todos os conselhos e seguiu por caminhos escuros. Passeou pelos desacertos de estranhos desertos.

Ignorou todas as regras. Puniu-se sem piedade. As armadilhas da vida lhe pegaram. Prenderam-na dentro do espelho. Não cabia mais em si. Ela transformou-se em muitas almas desorientadas. A criança. A filha. A irmã. A amiga. A prima. A menina. A moça. A mulher. A mãe. A esposa, a viúva...

Encostou sua face com a face do escuro. O medo regia seus atos. Estava abandonada, desordenadamente jogada a sua própria sorte. Presa dentro de si. Seus dedos procuravam a saída. Um mar de lamentações e remorsos fizeram seu coração mitigar suas dores sem curar a causa mãe de tudo. Os reflexos dentro do espelho eram imprecisos. Lutava corpo a corpo consigo mesma. Com suas várias faces.

Um silêncio invadiu o espelho. Nada mais era ouvido. Nem um sussurro. Nem o barulho do vento. Nem a própria respiração. De repente, uma vozinha mansa começou a falar baixinho. Era a voz perenizada de sua consciência. Meticulosamente, sua consciência conseguiu fazer uma mixagem de diálogos vividos. A pressão dentro do espelho era maior do que se podia agüentar. Um estrondo e tudo voou pelos ares. Não restara pó sob pó.

O mito perigoso que induzia seu pensamento e norteava seu comportamento fora destruído. E junto com ele o medo de viver. A insegurança de se assumir enquanto mulher dona de seu próprio nariz. Dona de sua própria vida. A anistia tão esperada chegara ao coração dela. Era a despedida de si.

04/08/2008

Despedida


E ela volta a escrever no plágio a Lispector procurando entender, buscando reproduzir aquilo para o qual não há reprodução, tentando sentir até o último fim o sentimento que permanece (até quando?) vago e sufocador...

Chegou em casa, mais uma vez... sua rotina dos últimos meses era mescla de alto e baixo astral. (Não é essa a mesma rotina do resto dos mortais?)

Num dia, era puro êxtase, brincava com a noite, dançava de mãos juntas com a vida, brindava com a alegria efêmera, embriagava-se no torpor que lhe causava a sensação de que o mundo podia acabar-se lá fora... ela queria apenas festa... vida, em seu coração. Nesses momentos, se alguém conhecido a visse, certamente jamais imaginaria que a máscara social estava sendo ali usada para que assim pudesse atravessar os dias sorrindo...

Noutro dia, (ah, como seria bom se só houvessem dias de sol...) a briga interna era uma tortura. Seu corpo só queria cama (não no sentido bíblico) só queria dormir, tomar algo que levasse ao passado, (como é difícil dribá-lo e esquecê-lo! Será impossível?). Classificava tais dias como dias de solidão dos silêncios imensos, onde a alma ficava hipersensível e aberta a todas as vibrações, tudo lhe fazia sofrer, qualquer palavra podia ser mal interpretada e causar um mal estar tremendo.

Os sentimentos correm dos dois lados, intensos e desarvorados. Ora alegria. Ora tristeza. Ora euforia. Ora melancolia. Ora isso... ora aquilo... o que incomodava à ela era a intensidade. Tanto a tristeza era descomunal como a alegria gigantesca. Coisas boas e ruins acontecem a todos indistintamente e, o grande objetivo dela era entender e conviver com isso.

Sua lucidez era louca, a inconstância permanente, a inquietude envolvia a sua comodidade. Pintava a realidade com alguns sonhos água com açúcar, alguns transformavam-se em cenas concretas.

Apenas uma amiga decifrava suas lágrimas. Algumas vezes, chorava lágrimas que desabrochavam em sorrisos, outras, chorava pra valer sem derramar uma única gota de lágrima.

Sempre amou mais do que podia, e, claro, por medo, menos do que a capacidade do seu coração. Uma característica marcante é a entrega. Ela sempre se entrega e se atira de cabeça, contudo, quando recua jamais volta atrás, mesmo quando percebia que o erro podia ter sido seu.

Autêntica, mesmo que sua franqueza causasse mal estar. Ela sempre fora solícita aos apêlos do seu coração, porque para ela, nada podia ser mais fiel que ele. E por isso, mesmo... seu coração agora lhe aconselhava à liberdade total e irrestrita. Nada dessa história de colocar um amor para curar o outro. Isso podia funcionar na ficção ou na vida dos outros, na dela, nunca dera certo.

O momento pedia uma despedida. Uma grande despedida. Despedida do passado. Despedida do amor que passou. Despedida da pessoa que era enquanto vivia o amor passado. Precisava urgentemente, arrematar a aquela história (linda) dentro de si.

Não havia mais espaço em seu coração para as lembranças ou as saudades. Seu coração precisa desconstruir-se, re-descobrir-se, deixando as sombras do passado no passado.

Outro tempo descortinava-se para ela. Se seria bom ou ruim, não podia responder. Não, agora. Entretanto, precisava ser vivido intensamente.

Marcara a data e a hora para se libertar do passado. Não pedira licença à vida para isso. Apenas decidira e pronto: meia noite e quarenta e cinco minutos do dia vinte de Agosto de 2008.

Esse era o dia. Essa era a hora. A hora da despedida de si mesmo.

22/07/2008

DIA INTERNACIONAL DE PESSOAS ESPECIAIS


Família muito amada por mim, Sônia, Paulo, Carol (linda aniversariante, a loirinha) e Rafa que adoro!!!




Fran é a de vermelho... Lê o de smoking (risos), Eu de verde, Carla e Plis! Fran, tudo de bom pra você, querida!




(Digamos que o tempo só fez vc ficar ainda melhor, meu querido!)



Eu sei que sumi, meu povo querido... mas foi por uma boa causa, a minha vida, é claro!
Mas voltei especialmente hoje para homenagear pessoas especiais.
Direto do túnel do tempo, o retrato blogado do meu amigo, irmão e aniversariante do dia Leandro!



Retrato Blogado (quase escrevi outra palavra)

LEANDRO FARIA CHAVES

Lê, faz cara de quem não sabia, queixo caído, atônito, surpreso, espantado, boquiaberto, só não baba, tá, lindo? rssss

No dia 15 de março de 2004, tive a honra de receber no Espaço a visita desse menino-moleque-rapaz-homem chamado Leandro ou de forma mais Karinhosa Lê, Lezinho, a quem hoje tenho o prazer de chamar de mano virtual. (Não tem nada de virtual mais... já que nos conhecemos pessoalmente, já mordi seu joelho e dormimos juntos (risos) algumas vezes!!!)

Ele foi chegando e num piscar de olhos, deu um salto e se instalou em meu coração. Eita, coisa boa, Uai!

Leandro é daquelas pessoas que tem brilho no olhar, jeito de menino mas, cabeça e atitudes de homem, na verdade atitudes de um pós adolescente que encanta a todos. Tem uma gargalhada gostosa e é simplesmente impossível ficar mais de 5 minutos sem sorrir junto dele.

Sensível e amigo, frágil como criança e lindo como pessoa é assim esse amigo querido.
Hoje, você completa 23 anos (na verdade, 27 aninhos... passaram-se bons 4 anos!!!) e te desejo, amigo lindo, tudo que há de bom nessa vida, saúde, paz, alegrias, sucesso, realizações, amizades sinceras e muito, muito amor no seu coraçãozinho lindo e puro, apesar insistir que não, você é um garoto doce e amável e incrivelmente ingênuo. (Nem tão ingênuo assim mais... digamos que fica de "foguinho" de vez em quando...)


Não mude, sua essência é maravilhosa, continue semeando ao seu lado luz para todos aqueles que cruzarem seu caminho! ( E VENHA ME ABRAÇAR LOGO... NÃO VEJO A HORA DE SETEMBRO CHEGAR!!!)
Parabéns, felicidades mil!!!
Com muito Karinho,

Sua amiga e irmã, Ká

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Hoje também é dia internacional da mafiosa Fran, outra pessoa especial que eu desejo tudo de bom e claro, merecidas férias, já que essa linda só trabalha, trabalha, trabalha...


FRANCINE PORTAS TRIBES

Que o dia de hoje seja marcado não como mais um em sua vida, mas como o início de mais um tempo de plantar e colher.
Plantar coisas boas, bons sentimentos para que colha sempre em seu caminho Luz... Luz que guie seus passos e dê força para os momentos de provação e alegria para curtir a vida perto daqueles que lhe querem bem!

Luz que brilhe em seus olhos para que faça de sua vida um grande obra!

PARABÉNS, FRAN!!!

Beijo Karinhoso!!!!

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Também é aniversário de uma pessoinha muito especial, a Carol, filha dos meus amigos Paulo e Sônia e irmã da Rafa!


CAROLINE RODRIGUES

Carol,

Hoje é o seu dia, que dia mais feliz!!!
Te desejo muitas felicidades e longo caminho de flores coloridas que lhe traga muitas amizades, amor e alegria!

Parabéns, linda!!!

Feliz Aniversário!!!


Meu beijo muito Karinhoso!!!

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Lindos(as) que me visitam... como diz a Loba, eu sou assim, derretida quando meu coração encontra amigos que me trazem alegria de viver!

SAUDADES de todos... e pode deixar que estarei de volta ainda essa semana!

Beijão Karinhoso,

Ká

Ah, feliz dia do AMIGO que deve ser todo dia!!!

20/06/2008

“Palavras apenas, palavras pequenas, palavras momento...Palavras, palavras, palavras, palavras, palavras ao vento”.

Palavras florescem... Palavras murcham...
Palavras situam, palavras centram, palavras são decisão.
Palavras desencontram, palavras desconsertam, palavras são dúvidas.
Palavras são luz, são dia, são trevas, são noite, são névoas, são marcas que ficam...
Palavras provocam o riso, o choro, a alegria, o êxtase, a humilhação...
Palavras levam o amor, a esperança, a paixão, o alento, a felicidade, o bem querer...
Palavras trazem conhecimento, informação, crescimento, progresso...
Palavras destroem, machucam, ferem, magoam...
Palavras enobrecem, enaltecem, exaltam, explicam, emocionam...
Palavras provocam, inibem, incitam, seduzem, encantam...
Palavras acrescentam, palavras crescem... Palavras decrescem, palavras retiram...
Palavras enganam, disfarçam, envergonham, palavras são feias.
Palavras revelam, clareiam, orgulham, palavras são bonitas.
Palavras são frias, são gelo, são amargas, são como fel...
Palavras são quentes, são calor, são doces, são como o mel...
Palavras esfriam, maltratam, endurecem, palavras terminam...
Palavras esquentam, cuidam, amolecem, palavras iniciam...
Palavras são dádivas, são presentes, conquistas, palavras são grandes.
Palavras são desespero, são ausência, são perdas, palavras são pequenas.
Palavras são melodias, palavras são sombrias...
Palavras são fogo, são água, são veneno, são remédio.
Palavras são desalento, desencanto, preocupação, palavras são dor.
Palavras são aconchego, acalento, sossego, palavras são amor.
Palavras são escuras, são turvas, são falsas, palavras são mentiras, palavras são lágrimas, palavras são descrença.
Palavras são desafeto, inimizade, rancor, sofrimento, desunião, palavras são solitárias.
Palavras são claras, límpidas, sinceras, palavras são verdades, palavras são sorrisos, palavras são fé.
Palavras são carinho, amizade, ternura, compaixão, união, palavras são solidárias.
Palavras matam. Palavras dão vida!
Palavras são só palavras. Não! Palavras são responsabilidade. Palavras marcam.
***
Pessoas muito queridas,


Dei um tempo, não é mesmo? Não se assustem... sou leoa, mas também tartaruga que quando a vida me apavora, entrego-me ao nada, entro no casco e lá fico escondidinha até conseguir me aprumar como uma fênix... (Haja animal pra me decifrar, não?)

Somou-se à gripe, outros probleminhas de saúde e uma "tristezazinha" teimosa que vive a me perseguir, principalmente quando datas importantes se aproximam. Ficarei mais velha na primeira semana de julho. Desde criança, nunca gostei muito de aniversário. Depois que perdi meu pai em 1989, tudo piorou consideravelmente, sempre tinha crises melancólicas quando a data se aproximava. A partir de 1995 vivi os melhores aniversários, desde que conheci meu amor... ele tinha um jeito muito especial de transformar a ausência do meu pai em carinho e isso me deixava em paz e feliz.

Em 2006, passei meu aniversário num hospital, com meu marido em uma crise terrível e eu me vi muito, mas muito solitária e orfã da vida... ainda me lembro dos telefonemas dos amigos e, em especial da Tati que me ligou exatamente no momento em que Osmar ia para o CTI e eu nem sabia o que dizer. Desde então, meu aniversário não tem sido uma ocasião muito feliz... embora receba carinho e mimos de pessoas que amo muito.

Bom, tristezas à parte, a vida segue!

Um grande e Karinhoso Beijo carregado de saudades!

Ká

02/06/2008

Um dia depois de outro dia...

Eu queria ser poeta. Queria poetar e dizer com as mais bonitas palavras que vivi um amor inesquecível, maravilhoso e único. Mas como não sou poeta, através das minhas parcas palavras vou dizer pra todo mundo o que senti nos 11 anos e 4 meses que tive ao meu lado o homem da minha vida.

Por que? Para que cada um possa olhar para o lado e ver a pessoa com quem vive e fazer dos momentos juntos os mais preciosos. Simplesmente isso. Muitas vezes, passamos tanto tempo com alguém que nos acostumamos, deixamos a rotina tomar conta e nem percebemos que cada dia é um dia único. Todo dia é dia de ser feliz. Mesmo que se tenha contas a pagar. Mesmo que o dinheiro seja curto. Mesmo que os filhos estejam chorando durante a noite. Mesmo que as idéias sejam diferentes. Mesmo que todos os problemas do mundo existam, todo dia é definitivamente dia de ser feliz quando se ama alguém de todo coração.

A proximidade do dia dos namorados tem me feito chorar. Chorar com os anúncios bonitos. Chorar com os preparativos das pessoas ao imaginarem uma forma nova de presentear. Não é um choro egoísta, nem invejoso. Não mesmo. Gosto de ver as pessoas felizes. É um choro de saudade. Saudades do tempo em que vivia isso. Pintava o espelho da sala: “Amor, seu presente está no nosso quarto. Vá até lá e se delicie.” No quarto, além de todo o amparato como vinho, frutas, presentes, estava a mulher que amava (e ainda ama) aquele homem vestida apenas com um laço de fita.

Ah, “tô com saudades de tu, meu desejo, tô com saudade do beijo e do mel, do teu olhar carinhoso, do teu abraço gostoso, de passear no teu céu...” Como era bom passear naquele céu, como era bom percorrer cada aventura que ali me esperava. Como era bom ser abraçada por braços protetores que acolhiam minhas angústias e aplaudiam minhas conquistas. Como era bom me enxergar refletida no seu olhar. Como era bom encaixar minhas mãos nas deles. Era o encaixe perfeito!

“É tão difícil ficar sem você...” Sim, como é difícil ficar sem aquele homem. Antes, nosso filho não perguntava muito pelo pai. Hoje em dia, pergunta sempre, praticamente todos os dias. Ele também sente saudades. A saudade dele dói em mim também. Viveram apenas 5 anos juntos, mas foram intensos e de enorme cumplicidade. Faço tudo que posso, o acompanho ao futebol, participo das reuniões na escola, tento explicar o mundo, mas quando os grandes olhinhos negros me perguntam sobre o pai, não dá... as lágrimas correm fácil. Nem sempre na frente dele, já que não quero criar mais traumas, mas elas sempre escorrem por minha face. Principalmente quando ele fala do pai no tempo presente e responde que é da mamãe Karine e do papai Osmar. Ele não esquece e sente como se o pai ainda fizesse parte de nosso convívio. (Isso aperta ainda mais o coração... que além da dor de mulher, sente a de mãe, sente a dor pelo filho e sente essa por saber literalmente o que é crescer sem pai...)

Ando pelas ruas, pelos lugares que estivemos juntos e fico imaginando o que ele me diria sobre tudo. Como estou dirigindo. Como estou agindo como mãe. Como estou administrando os negócios. Como está se saindo o governante que escolhi. Como estou levando a vida. Na verdade, tenho uma frustrada esperança de ouvir sua voz me aprovando ou não. Mas ouvi-la seria uma grande felicidade...

“O teu amor é gostoso demais, teu cheiro me dá prazer...Quando estou com você... estou nos braços da paz.” É, já se foram 1 ano e 9 meses da partida dele, mas sinto falta da paz do nosso abraço. E me pergunto ainda: tínhamos planos bonitos juntos, procuravamos ajudar a nós mesmos e aos outros. Gostávamos da vida simples que levávamos. Por que fomos separados?
Pergunta sem resposta, eu sei...

“Pensamento viaja e vai buscar meu bem querer...” Tenho brincando de viver feliz. De sorrir pela manhã. De ir para o trabalho entusiasmada. De estar junto ao nosso filho sempre brincando, corrigindo, limitando, sorrindo. Como sempre fizemos. De voltar pra casa tranquila. Alguns dias consigo. Em outros, não. Mas não desisto. Ainda quero lembrar de você apenas com um sorriso e não com essa lágrimas que salgam a minha vida e me lembram que saudade nem sempre é uma palavra feliz... em alguns casos, ela amarga, machuca e nos deixa muito, muito solitários.

“Tô com saudades de tu, meu desejo...”


***

Pessoas Lindas,

Como Clarice Lispector diz: “quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.” Não procuro entender as dores do mundo (e minhas), procuro viver bem o dia-a-dia, buscando sempre o equilíbrio entre os problemas reais e o que o meu coração sente.

Viver pra mim é estar sempre apaixonada, seja por alguém, pelo trabalho, pela literatura... enfim é estar com olhos cheios de vida.

Apesar das lágrimas, não sou uma pessoa baixo-astral... não, não mesmo! Tento ver o lado positivo de tudo (como é difícil) mas eu sempre tento! Adoro sorrir, aliás, quem me conhece pessoalmente já sabe das minhas famosas e sonoras gargalhadas e o meu jeito de achar que a vida pode e deve ser sempre maravilhosa!


Beijo muito Karinhoso e uma semana de muito amor!


Ká

26/05/2008

Páginas passadas...

Nas páginas do velho diário, o registro dos dias vividos, marcas do passado, cicatrizes de uma vida, a alma desnudada. Com o passar das folhas, velhas lembranças vieram à tona, em cada palavra o sentimento de quem viveu intensamente tudo aquilo contado nas linhas do tempo.

A leitura de todo o mundo contido naqueles registros é uma mágica viagem, uma passeada no tempo, um retorno aos lugares, olhares, sorrisos, lágrimas, à vastidão das sensações sentidas pelo corpo, coração e espírito.

Da janela que clareia a penumbra do quarto, uma brisa rebelde acelera a passagem das folhas causando um redemoinho de frases, pontos, parágrafos e crases. Súbita e por que não propositalmente, o vento cessa... não sem antes deixar marcada a página onde a emoção acentuou a vida de forma devastadora.

A hora, o dia, o mês são meros detalhes e podem se perder no tempo... pois o essencial é relembrar o som da voz tranqüila, mansa, acolhedora e ao mesmo tempo firme dizendo palavras doces, o olhar intenso, o sorriso encantador, o toque das mãos, o encontro das bocas, o amor que os fez um só.

Ele a rocha, ela o mar; nele a seriedade, nela o sorriso farto; ele a razão, ela a emoção; nele a segurança, nela a aventura; ele as metas, ela os caminhos; nele o passo firme, nela a alegria de caminhar...

Na diversidade de cada um, o encontro de corpos, alma e coração. Nas diferenças, o complemento e nos braços de cada um, o calor e o aconchego do amor.

A porta do quarto se abre, o sorriso incendeia o ambiente, o diário se fecha, as lembranças cedem o lugar à vida real, o olhar sincero abre a porta das emoções, o abraço terno acalenta os corpos, o beijo doce silencia as palavras...

Nele, o amor...
Nela, idem.
***
Pessoas Lindas,
Um pouco dodói, nada muito sério, só uma dor de garganta e uma gripe chata... mas cá estamos nós, para começar mais uma semana. A última de maio... estava pensando, já estamos no meio do ano, gente... é, o tempo passa, o tempo voa.
Já, já, faço 33 anos!!!!!! Meu DEUS!!! Risos...
Uma boa e feliz semana!
Beijos e abraços Karinhosos,
Ká

19/05/2008

Do Lado de Cá da Vida


Assumo sem pudores minha fome de beleza em tudo. No amor. No sexo. Na amizade. Na poesia. Na prosa. Na vida! Confesso também minhas ternuras e minhas invejas. Em ambas, pouco me importo se vão me achar clichê demais. Eu sou o que sou até aqui... até me transformar em outro algo melhor, logo mais ali a diante. E assim vou vivendo.


Esse fim de semana, vivi emoções diversas. Alegria. Raiva. Dor (nos pés e no coração) Aconchego. Amor.


Disfarçar sentimentos é algo que não sei fazer. É um trabalho de Hércules. E admito que não sou a versão feminina dele. Não consigo dissimular o que sinto. Se sou assim na demonstração de alegria, imagine nos dissabores. Ele (ou eles) fica(m) claramente destacado(s) em meu rosto, que nunca finge.


Não quero que confundam alhos com bugalhos. Por isso, quero falar da emoção ímpar que vivi no último sábado.


Minha cidade em festa. Meu coração em alegria por receber pessoas especiais em minha casa. O sábado prometia. Show de Jota Quest. O sábado cumpriu tudo que prometeu e mais um pouco. Ganhei um presente: uma nova amizade. Uma pessoa indiscutivelmente linda por fora. E como se não bastasse ainda simpática, simples, educada e bonita por dentro também. Pronto, a amizade brotou e juntas aprontamos tudo que nos deu prazer em estar vivas.


Leniana é o nome dela. Juntas scaneamos o parque de Exposição e de camarote, assistimos e nos emocionamos com as músicas do Quest. Realmente é extremamente fácil ganhar meu coração. Só precisa de uma dose de educação misturada com um tiquinho de simpatia e bom humor. É... um dia feliz, às vezes, é muito raro porque nós complicamos tudo. Raras pessoas têm o dom de cantar junto e deixar o mau humor do lado de fora da vida.


Enquanto me acabava cantando e dançando, não pude deixar de me recordar da vida que foi para o lado de lá: meu marido Osmar. Lembrei do hospital onde passamos alguns meses em Belo Horizonte. Quando internado, ele sentia muita dor. Por amor, a dor dele se fazia minha também. Nesses momentos, tinha uma música do Jota Quest que sempre sussurrávamos juntos:

“Ei, dor! Eu não te escuto mais

Você não me leva a nada

Ei, medo! Eu não te escuto mais

Você não me leva a nada...

E se quiser saber

Pra onde eu vou

Pra onde tenha Sol

É pra lá que eu vou.”


(Essa música nos permitia expulsar o medo e amenizar a dor e, de alguma forma, nos fazia mais confiantes em um *final feliz para o nosso sofrimento.)

Ali, diante daquela multidão sem fim que erguia os braços e evocava a certeza de ir pra onde sol brilhava, me vi só. Paradoxal, não? Rodeada de pessoas, gritos, sons, sorrisos... eu conversava silenciosamente com alguém. Olhava a lua. Sorria e chorava. Literalmente. Não era um choro triste. Nem uma solidão doída. Foi um momento mágico. (Não sei se me entendem) Foi um momento de encontro. Encontro que me deixou feliz e consciente. Consciente de que do lado de cá, a vida segue. E do lado de lá, também. Cada um com seus compromissos. E nossas lembranças juntos continuarão bem guardadas no lugar onde vivem os melhores e bons sentimentos: o coração.

Aos poucos começo a entender que a vida está aí. Do meu lado. E ela não engana ninguém. Posso ouvi-la ou não. O preço a ser pago por isso será sempre meu. Lição aprendida, continuei a noite. Dancei tudo que tinha direito. Abracei pessoas muito queridas e declarei o amor e admiração que sinto por elas.


Saldo da noite. Depois de três ou quatro (será?) Frozzen, muita alegria, muita música, muita gente alegre, perdi e reencontrei meu carro. (Claro que ele estava estacionado exatamente no mesmo lugar... nem um centímetro a mais ou a menos.) E esbarrei nos primos de Leniana, minha nova amiga. E minha casa que já estava hospedando cinco, hospedou mais três pessoas. A noite terminou muito feliz. E o domingo começou em festa relembrando as gafes da noite anterior e combinando um novo encontro. Dessa vez, em Diamantina. Para o show de Victor e Léo, dia 30 de maio.


*final feliz: Geralmente acontece quando o mocinho e a mocinha terminam juntos. No meu caso, o meu mocinho se foi. Mas continuo feliz, pois essa sempre foi a nossa proposta de vida.

***

Pessoas Lindas,

A Blogagem Coletiva do dia 16/05 me oportunizou conhecer, (re) visitar e apreciar muitos lugares lindos desse Brasil maravilhoso. Mais uma vez, obrigada à Andréa pela oportunidade. Agradeço também a todos os comentários do post anterior.


De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. Também não é a mais difícil. Para mim, é uma questão de se permitir. E é isso que desejo pra mim e pra todos. O ato de se permitir enxergar além do horizonte um lugar, bonito e tranqüilo, pra se viver em paz.



***



Para a Shi, uma amiga MUITO QUERIDA, que aniversariou ontem, dia 18/05, desejo um belo horizonte de coisas boas, belas e felizes! Muita saúde e que a alegria continue sendo a medida de seus sonhos!!!


PARABÉNS, LINDONA!!!



***


Uma semana iluminada a todos!

Meu Beijo Karinhoso e Azul!

Ká