13/08/2010

Inevitável



Na grande maioria das vezes, somos totalmente incapazes de notar as bênçãos que recebemos. DEUS tem um modo muito singular para nos alimentar espiritualmente e nem nos damos conta disso.



Na ânsia de querer tudo sempre à mão, no tempo e na hora em que escolhemos, perdemos grandes chances de sermos mais felizes. Tudo, tudo tem absolutamente seu tempo certo na vida. E é muito triste quando não entendemos que o tempo de “deixar ir”, “deixar sair de si” é o melhor remédio para saciar a sede da alma.

Se eu, na minha humilde tentativa de escrever, pudesse plagiar alguém, ousaria citar as palavras perfeitas de Florbela Espanca: “o meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!”

Minha alma é vasta. Meu corpo carrega marcas muito além dos meus 35 anos. Sim, sou intensa! Minha intensidade ora encanta, ora assusta. (Pior ou melhor para você!) Meu pensamento é amplo. Escuto muito além do que me dizem. Sou exigente, quero sempre o melhor. Meu mundo é completamente distinto dos demais. É único. No meu peito, em alguns momentos, arde uma angústia antiga, datada não do meu nascimento, mas de épocas bem mais remotas. Meus sorrisos são magnânimos. Abrangem o infinito e percorrem densamente a retina daqueles que conseguem me ver de verdade. Exalto aos céus meus sentimentos e calo meus medos ilógicos. Não tenho medo de ser vista como louca, ou de fazer algo que não combina com o raciocínio comum. Nesse tsunami de ser eu, me perco na saudade de um tempo ido ou ainda por vir...

Com as decepções vamos calejando nosso coração. Proteger-nos do tudo e do nada, parece então, a melhor solução. Ao passo que, a vida toma as rédeas e mostra caminhos tão impressionantes e ao mesmo tempo tão inseguros, podemos concluir que toda a experiência que temos nunca será suficiente o bastante para nos manter, de fato, protegidos de novos dissabores.

Nesse exato momento, quando estamos acuados, é necessário dar um tempo. Ficar só. Ouvir o próprio coração. Aprender a reconhecer o seu ritmo ou a mudança deste. A verdade nem sempre é perfeita, mas sem dúvida alguma, precisamos encará-la ou o tombo será em proporções maiores e inevitavelmente mais doloroso.

As feridas deixam marcas profundas, envelhecem a tez, mas, em contrapartida engrossam as fibras do ser. É através delas que podemos ver que onde você envergava o sol, havia nuvens pesadas. Onde você via o perdão, havia remorso apenas. Onde você colocava doação, reinava o egoísmo. E o que é mais triste, onde você acreditava ter o amor, só restava vaidade.

Fica irresistível não sofrer com tudo isso. Restam apenas dois caminhos a seguir. Desistir e recomeçar. Insistir, perder a dignidade e sofrer mais. Ou você escolhe um. Ou você escolhe outro. É aí que é importante ver a sutileza da Mão de DEUS nos dando uma dica, um aviso, um sinal de alerta: Opa, filho(a), você é minha melhor criação, vai se dar conta disso ou vai seguir atrás das promessas vãs?

Afinidade não é sinônimo de carinho. Sintonia não rima com respeito. Prazer por prazer não tem nexo. E nem faz bem à pele. Definitivamente, não! As oportunidades foram todas dadas. Tecer sonhos irreais é doentio. Manter o olhar preso às magoas do passado não é a solução adequada.

Naufragar o navio parece meio radical, trágico, doloroso, cruel... e fundamental. Não salve nada. Não vale a pena levar na bagagem resquícios do que se foi. Engula em seco. Respire lenta e profundamente. Sufoque o amor lá dentro. E quando o vir afundando e sendo engolido pelas águas, grite intensamente um belo e sonoro: ADEUS!

Não posso lhe garantir que será indolor. Seria leviano de minha parte. Mas, asseguro que com o passar dos dias a dor se torna mais leve, mais leve e mais leve... até deixar de existir e você poder olhar para isso tudo e tão somente ensaiar um sorriso tímido que vai se transformar numa estrondosa gargalhada que te mostrará que está pronto para mais uma grande aventura humana e espiritual.

Quando o medo de tentar de novo quiser lhe fazer recuar, lembre-se que “faz parte da condição humana errar de vez em quando” e quando tudo o mais não dá resultado ELE nos carrega carinhosamente em SEU colo.

Beijos muitos e até logo!

Ká

"Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente."

12/08/2010

Caleidoscópica


Quando criança, era feliz. Feliz por viver em uma família “normal”. Feliz por ter ao toque da mão, o pai, a mãe, os irmãos. Feliz pelos Natais que passaram juntos. Feliz ao ver-se vestida num vestido bordado em azul e o seu paizinho do lado festejando com ela o nascimento do Menino DEUS. Feliz, especialmente, pelos bons amigos que fez e ainda hoje os mantêm ‘presos’ (e libertos) ao coração.


Quando adolescente, em muitas coisas ela era intuitiva. Sentia o ambiente, conseguia desvendar a atmosfera íntima que a circundava. Talvez pela solidão em que deixava envolver-se mesmo quando rodeada de pessoas. Talvez pela timidez que a impedia de doar-se mais. Era prazeroso, permitir-se estar com pessoas, com gentes, conviver. Em contrapartida, ficava feliz em captar as impressões que os outros lhe passavam naqueles momentos de descontração, de conversa jogada fora, sem compromisso algum. Em silêncio, ia aprendendo muito sobre o mundo e as pessoas.


Quando adulta (isso parece um palavrão, não?) tornou-se passageira. Embarca e desembarca pelos vagões da existência, sem sinceramente saber em que momento é realmente ela mesma. Passageira de si. Sonhadora eterna. Já esteve no topo. Chegou a tocar as estrelas. Nos entretantos da vida, caiu vertiginosamente. Arrastou-se pelo fundo do poço. Encontrou uma fresta de luz. Decidiu sair de lá. E como a força de vontade é cinqüenta por cento da solução, aproveitou toda a conspiração do Cosmos a seu favor. Emergiu, veio à tona. Está aí, na luta. Na procura incansável para se conhecer em todos os seus mistérios.


Feliz? Intuitiva? Sonhadora? Guerreira? Lutadora? O que ela é, afinal? Cesbron diz que a personalidade assemelha-se a um perfume de qualidade: quem o tem é o único que não o sente. É... quem sabe não seja isso? Ela é muitas. Ela tem vários lados. Ela tem várias faces. Faces essas que são sentidas por aqueles que a vêem nos espelhos pelos quais é refletida. Para ela, seus reflexos são ininteligíveis e impalpáveis, sobretudo porque seu coração bate de uma alegria incomensurável. A alegria de viver. A alegria de estar viva. A alegria de ter ainda muito o aprender. A alegria de somar amigos nessa caminhada. A alegria de ser uma incógnita.


Importa bem pouco procurar um nome para o que ela é. Importa menos ainda procurar as razões que a levaram a ser assim ou assado. O que pesa bastante é continuar seu caminho sendo uma e muitas. Não há o que entender. Ela é mutante. Caleidoscópica. Fascina pelas multiplicidades em que se faz mulher, mãe, educadora, amiga...


Passou pelos furacões. Foi atropelada pelas atribulações. ( E outras virão certamente.) A incúria do destino não foi mais poderosa que ela. Resistiu e resistirá. Porque cada um é aquilo que deseja ser, se assim o quer de todo o coração. Uma nova e doce melodia diz que ela é o exemplo do solo que se vingou da vida com as mais belas flores. As marcas cicatrizaram. Saiu indene sua risada extravagante, seu humor, sua alegria de viver, estar viva e colher o melhor néctar que a vida lhe oferece: amigos. Daqui. Dali. De lá. De acolá. De todos os cantos. Alguns, de imediato. Outros, a longo prazo. Amigos especiais que iluminam sua vida e a enchem de paz. Amigos que invadem a alma como chuva caindo em terra seca e fazendo brotar o renovo.


Não permitiu que o eixo do seu mundo girasse apenas em torno do preto e branco. Lançou mão de uma paleta de cores e deu luz à sua obra, que tinha em mente definir a cor de sua alma. Com seu cúmplice, o pincel, pintou-se de abstrato aquarelado. E, sua alma, teimosa, insiste em antagonizar as cores da sua sorte. Navega soberana entre o azul e vermelho.


No sol de cada manhã, desabrocha-se em cores. Em seu infinito particular, guarda seus valores. Só a eles, deve satisfação. Desconhece todos os seus limites e capacidades. Também não teme conhecê-los. Não importa seu nome. Seu coração está decorado. Todo iluminado. Pouco vale sua tez. Seu coração está em festa. Assim como sua alma. Ela não tem nome. Ela tem a cor da VIDA. É súdita de si. De sua majestade.



***


Pessoas queridas,


“Porque um jardim jamais está completo, até nos dias mais cinzentos, uma flor desponta para nos lembrar que uma nova estação repleta de cor e de aromas doces se avizinha. Mesmo quando o frio e a penumbra parecem ter vindo para ficar, o nosso jardim nunca dorme... e em breve, explodirá numa paleta de cores que quase nos faz desejar que permaneça assim para sempre, florido e exuberante. Talvez a maior lição que a Natureza nos ensina, é que a transformação é a única coisa que permanece.”



Desconheço o autor, mas o admiro pelas belas e perfeitas palavras. Não quero jamais que meu jardim esteja completo. Quero sempre a doce surpresa da transformação constante.


Beijos todos!!!


Karine Leão

11/08/2010

IDENTIDADE


Hoje, logo que acordei, depois de uma noite de muitos sonhos meio escabrosos, abri o "Maktub" e a mensagem do dia foi:


"Viva todas as graças que DEUS te deu hoje. A graça não pode ser economizada. Se você não usufruir estas bençãos, irá perdê-las irremediavelmente. A cada dia, o seu milagre. Aceite as bençãos, trabalhe, e crie suas pequenas obras de arte hoje. Amanhã você receberá mais."


Senti-me então, fortemente impelida a ver a vida pelo lado azul... o único "eu te amo" que realmente me importa, aquele que faz toda a diferença (do meu amado JR.) foi ouvido com sabor especial e seguido de um beijo deliciosamente aveludado. Minha alma sorriu feliz e prometi a mim mesmo que depois dessa benção especial, o dia seria tudo de bom!


Há algum tempo, acredito piamente que 2010 foi instituído como mais um ano de provação. Ok. Realmente é o que ainda me parece. Contudo e entretanto, me desculpem, gosto do jogo do contente e vejo que aprender pela dor, nem sempre é o pior caminho. E como tenho aprendido! Às vezes, aprendo rápido. Nem sempre é assim. Muitas vezes, o cursinho intensivo, não alcança seus objetivos e fico para a segunda chamada. Porém, quando a ficha cai, o tintinlar faz-me acordar para a vida.


Pensando dessa forma, levantei-me encorajada a usar o dia de hoje como aprendizagem. Arrumei-me com alegria. Olhei-me no espelho e o reflexo me orgulhou. Resolvi não abusar da maquiagem e só passar um lápis e um batom. Cara limpa. Praticamente.


Cheguei ao trabalho e senti-me útil. Sou importante. Uma peça essencial (como todas as outras) nesse grupo a que pertenço. Como profissional. Como pessoa. Tinha um compromisso. Ir com uma amiga ao fórum resolver uma "virgulazinha" no seu processo de divórcio. Interessante é que cada vez que fazemos algo para ajudar alguém, acabamos por ser ajudados também.


Sentadas, aguardando aquela velha conhecida burocracia e vai pra lá, vai pra cá da justiça brasileira, recordei-me dos meus dois sonhos profissionais: ser professora e advogada. Segundo minha amiga, realizei muito: sou diretora, inspetora, orientadora, supervisora, graduada e pós graduada... mas aos 35 anos, ainda há tempo para o Direito. Nesse momento, senti que tinha acabado de receber mais uma graça do dia. Depois de tudo assinado, já voltando ao trabalho, decidi que não vou abandonar esse sonho. Vou tentar o vestibular. Vou enfrentar o banco da faculdade mais uma vez.


Todos os dias morremos um pouquinho. Ora de forma lenta. Ora de forma foraz. E dessa mesma forma, morrem sonhos, amores, desejos. Não quero morrer agora. Nem que meus sonhos adormeçam comigo. Muito pelo contrário, quero sonhar sonhos novos. Quero viver novos amores. Quero saciar velhos desejos e encantar-me com novos.


Sou muito saudosista. Não nego. Em contrapartida, em algumas situações sou realista demais. Deitei-me cedo. Algumas preocupações povoavam minha mente e sobrecarregavam meu coração. Foi aí, que a madrugada me forçou a ligar o note book e escrever.


Segundo Dom Helder Câmara, "As pessoas são pesadas demais para serem levadas nos ombros, por isso devemos levá-las no coração." Tenho a péssima mania de somatizar os problemas de quem gosto. De me pré-ocupar com situações que não aconteceram ou que não me pertencem. Nesse pensamento, dei-me conta de que fui agraciada com outra benção. Não quero tornar-me egoísta a ponto de não me importar com as pessoas, mas sei que é preciso ser solidária, sem que os problemas alheios fiquem sobre meus ombros. De alguma forma, descobri que preciso cuidar mais de mim. Preciso dar mais atenção ao momento que vivo. Necessito passar por essa metamorfose sozinha. Preciso virar borboleta com minhas dores e meus prazeres. Só por mim.


Algumas pessoas são presenteadas com o amor. Dedicam-lhes o carinho, o companheirismo, o sorriso, o conforto da mão amiga. E, muito embora, tudo isso seja uma verdadeira graça, elas simplesmente descartam a possibilidade de sentirem-se amadas. Preferem o conforto de sentirem-se donas da situação. Assim, a vida segue e o amor, como os sonhos, morre letalmente.


Definida em uma única palavra, no último fim de semana por duas pessoas queridas: emoção, intensa. Sempre acreditei na amizade verdadeira, desinteressada. Ou melhor, interessada no bem do(a) amigo(a). Sempre acreditei no amor. Aquele do conto de fadas. Onde o príncipe é belo, inteligente, carinhoso e ainda por cima, companheiro. Chega no cavalo branco e num piscar de olhos os amantes são felizes para sempre. Sempre acreditei no poder transformador da educação. Sempre levei a sério e transformei minha realidade através dos meus sonhos.


Titubeio em dizer que amizade nem sempre é verdadeira, amor nem sempre é um conto de fadas, contudo a realidade sempre pode ser transformada através dos nossos desejos.


Até que ponto vale a pena insistir na amizade de alguém?


Até que ponto vale a pena querer um amor tão eterno?


Até que ponto vale a pena realizar sonhos?


A resposta é única e óbvia: ATÉ O PONTO EM QUE NÃO PERDEMOS A PRÓPRIA IDENTIDADE.
Peço a DEUS, que nas minhas buscas e sonhos, que eu não me perca. Que eu me transforme, mas que a essência Karine de ser, permaneça.
Quem gostar de mim, ótimo. Seguiremos juntos e tenho a mais plena certeza de que a história será feliz.
Quem não gostar, só lamento. Perdeu uma grande chance de conhecer uma mulher, mãe, amiga, irmã, profissional especial.
Por hoje é só...
Beijos meus!


02/08/2010

Sentir-se Amado... por Martha Medeiros


'O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.



Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.



Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.



A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?



Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.



Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".



Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."



Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.



Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo."

30/07/2010

Reeditando Sonhos...


Muitas vezes, ela refletia e não encontrava solução alguma para as suas dúvidas. Noutras vezes, ao ouvir sua consciência, a ficha caía tão naturalmente, que tudo tornava-se claro e transparente como água.



De repente, num "bumm", descobrira que as respostas estavam nos sonhos. Ter sonhos, grandes, pequenos, simples, complexos, ambiciosos ou não, é o que a o que a mantia acesa para a vida.



Sonhara em ser professora. Tornou-se uma. Sonhara em casar-se com alguém especial. Casou-se com o mais especial de todos os homens. Sonhara em ter uma escola, um sonho azul, que contribuísse com a formação de pessoas realmente humanas. Fundou essa escola e nela realiza seu ideal de educação. Sonhara em ter um filho. Gerou em seu ventre o ser mais lindo da face da Terra, pelo sorriso do qual, é capaz transformar as adversidades em pedaços de alegrias. Sonhara em ter amigos de verdade. A vida a abençoou com o privilégio de ter as pessoas mais especiais que existem como amigos(as). Sonhara...



Sonhos. Sonhos. Sonhos. Eles foram, são e sempre serão sua receita de vida. Ver uma idéia germinar, desenvolver, vencer obstáculos e tornar-se real é a essência vital que a transforma em gente. É a magia que a faz sorrir.



***



Nesse clima, ela precisa urgentemente sonhar algo novo. Grande. Profundo. Inovador. Avassalador. Arrebatador. Algo que vai mudar sua história totalmente. Vai tirá-la do eixo e dar novo rumo para sua vida. Definitivamente ela precisa de um novo sonho.



Aceita-se sugestões.


Quer voar e sonhar comigo?



Beijos todos!




22/07/2010

Quem sou eu?!


Eu? Eu! Eu...


Sempre pensei me conhecer bem. Meus gostos, desgostos. Minhas aspirações, desejos, sonhos. Meus medos, vontades e até mesmo, imaginei saber de cor os meus limites.


Hoje, aos 3.5 (quero descobrir porque ando frisando tanto minha idade) quero me re-encontrar comigo mesmo, viajar para dentro de mim e saber exatamente quem sou.


Entre minhas crenças, imaginava ser mais forte do que sou. Acreditava-me capaz de superar todo e qualquer obstáculo que aparecesse no caminho. Ledo engano. Sou bem mais frágil do que aparento.


Na realidade, com o decorrer dos anos e principalmente das dificuldades e perdas vividas, criei uma Karine para me representar e/ou me defender do mundo e das dores. Tal personagem foi talhada para ser forte, inabalável, dona de si, muitas vezes, arrogante e bem prepotente. Ela jamais fala de seus sentimentos e por isso mesmo, não sofre. Fica indiferente frente às emoções e sempre tem razão. Sempre!


Simultaneamente, meu eu real absorve e sofre as consequências do seu pseudo "eu". Creio que tudo isso situa-se numa confluência de paradigmas do passado, onde a menina que vivia dentro de mim foi cruelmente mutilada pela abstinência de carinho familiar. Tudo, tudo forjado para que cada dor sentida não me destruisse tenramente.


Eis-me aqui hoje. Como doutora da minha vida. Despedi essa Karine criada. Não a quero mais perto de mim. A experiência nos ensina a dar adeus à hipocrisia. Choquei-me espantosamente ao refletir risadas frenéticas, olhares sofridos pedirem escandalosamente socorro e ver em meus gestos o quanto a solidão me assola.


Quero assumir-me do jeito que sou: frágil, mas valente, não tenho medo de enxergar meu reflexo no espelho e mudar-me por inteiro.


Consciente de que não vivo para me arrepender. Fico muito triste porque acabou, muito embora sempre fico feliz por ter acontecido.


Plagiando Miss Lispector "sou composta por urgências, minhas alegrias são intensas, minhas tristezas absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos."


Muitas pessoas me fazem sofrer. Outras não terão mais essa oportunidade. Outras ainda me farão derrubar muitas lágrimas. E mesmo assim, ainda vou me preocupar com elas.


O contrário também acontece. Várias pessoas me fizeram feliz. Várias outras, não terão mais essa chance. Infelizmente. E ainda várias outras me farão sorrir. Muito!!!


Amo meus quatro ou cinco amigos(as) verdadeiros(as). Existem três pessoas pelas quais eu daria a vida. Sinto imensas saudades de pessoas que eu perdi e não gastei todo o meu amor com elas. Entre essas, a saudade mais doída: meu pai.


AMO demais e profundamente meu filho. Amor pleno, puro, verdadeiro, único.


Aprendi que chorar muito dá rugas e aos 3.5 tenho que me cuidar mais! Não vale a pena derramar lágrimas por quem não me merece.


Entendi que mereço mais. Nada a menos. Nada em excesso. O destino escolhe quem entra em minha vida, mas eu determino quem fica. Só fará parte da minha história quem realmente fizer a diferença. Dispenso a figuração, no meu elenco, quero só os protagonistas.


Compreendi que julgar as atitudes alheias é péssimo e nos conduz à mesquinhez e atrapalha o próprio crescimento. De hoje em diante, meus esforços estarão concentrados em mim. Nas minhas atitudes. Nos meus passos. No que posso fazer de melhor. Até porque cada um de nós é seu próprio juiz.


Descobri que nem sempre sou quem pareço ser. Mas gosto do que vejo no espelho. E gostarei ainda mais do que verei. Especialmente no espelho interior. E o que não gosto, é só literalmente lipoaspirar do corpo e da alma.


Apaixonei-me por mim. Isso foi uma das melhores coisas que podiam ter me acontecido. Sei que desperto amor e aversão. Fazer o quê? Simples: me ame ou me odeie. Contudo, me respeite!


Gosto da verdade. "Não suporto mentiras. Mande sempre a verdade e o troco em balas."


No momento, tenho pensado MUITO em mim e isso está me fazendo MUITO BEM! Ao agir assim, entendo-me cada vez mais, fico livre de neuras e posso pensar nas outras pessoas. Sem remorsos ou arrependimentos. Sem raiva. Com amor. De maneira leve e suave. "Eu não desperdiço pessoas. Não comprei máscaras, não construi muros, não criei escudos. Por isso fui a nocaute algumas vezes."


"Ando desarmada, mostro quem eu sou. Espero que goste e que amanhã faça Sol. Se não gostar ou se chover, não muda nada."


É por aí... esta sou EU! Muito prazer, Karine Leão!


"Guardo as primeiras impressões, mas só considero as últimas."


Então... é isso: Beijo, me liga!



20/07/2010

Coisas que só eu sei...


Eu sempre falo que a alegria é uma grande fonte de inspiração, assim como a tristeza me leva a discorrer através de metáforas que descrevem o que se passa em meu interior.


Ultimamente venho sorrindo muito, fato esse que estava meio escasso dos meus lábios, já que 2010 vislumbrou-se como um ano repleto de provações. Não sei se esses sorrisos são necessariamente uma solução. Creio que possam ser apenas uma nova chance. Chance de me redimir de alguns atos impensados. Chance de me conhecer melhor. Chance de continuar a acreditar que quando DEUS vive verdadeiramente no nosso coração, por mais que erramos, ELE é Pai e misericordioso, e como tal, não nos abandona jamais. Muito pelo contrário, DEUS sempre nos mostra o melhor caminho a seguir e, sobretudo, nos deixa escolher. Claro que toda escolha tem a sua consequência, lei natural da vida.


Os anos vão passando e com eles vou confirmando alguns princípios que depois de 35 anos são imutáveis. O oposto também acontece. Vou me despreendendo de pré (conceitos) e, claro, formando outros. Sempre duvido de pessoas que se dizem livres de preconceitos, como parte de uma diversidade mundial é impossível não tê-los. #Fica a dica.


Gosto de música. Gosto muito. E tenho um carinho muito especial pelas letras. Elas transformam a melodia em mensagens que caracterizam sentimentos, fatos, sensações e atitudes que temos ou deixamos de ter no dia a dia. Nos últimos dias, a música também voltou com força total. Tenho escutado de tudo e como se diz, talvez tenha que pagar direitos autorais a um certo alguém que "deixou" um CD maravilhoso em minha casa. Inspirada nele e em meus sorrisos resolvi fazer auto terapia e mais uma vez, usarei o espaço aqui para esse processo.


Confesso que tenho uma mania muito feia. Em alguns momentos, troco o dia pela noite. Sou notívaga, especialmente em tempos de férias. Gosto de ver o sol sair e ficar sem dormir de tanto pensar e espremer do pensamento todas as dúvidas. Viajando por janeiro e fevereiro de 2010, pergunto-me: será que a gente enlouqueceu, deixou o barco virar?R= Sim, a gente, momentaneamente se deixou levar, não segurou a onda e o barco virou de ponta cabeça. Entrou numa correnteza de desentendimentos e caiu direto de uma queda d'água em ângulo reto.


Será que a gente enlouqueceu, deixou a poeira subir? Será que a gente enlouqueceu e se deixou levar?

R= E como a poeira subiu! E como a gente se deixou levar! Nem vale a pensa discorrer muito sobre isso. Acredito que sabemos muito bem que ultrapassamos todos os limites.


Eu sempre quis ficar perto de tudo aquilo que acho certo. Defendo isso com unhas e dentes. Em contrapartida, considero uma benção poder mudar de opinião. É tão bom poder desconstruir o desarrumado e entender as entrelinhas.


Não sei lidar bem com conflitos. Confesso. Nos momentos de aflição, torno-me inteira emoção. Choro, sorrio, explodo num caleidoscópio de mim mesmo. Isso não é bom. Não sei lidar com perdas. Sou imatura nesse sentido. Prefiro andar nas estrelas, de preferência de mãos dadas e só pensar nas horas bonitas.


As coisas são assim. Nem sempre tão simples. Nem tampouco tão complexas. Perdoar é necessário. Necessário para fechar um ciclo. Necessário para traçar o novo caminho. Não obstante, perdoar não é esquecer. Perdoar e esquecer são dois verbos que não são conjugados juntos. Pelo menos, não, nessa questão. Esquecer é jogar fora o que se viveu. Esquecer é abrir mão de aprender com os próprios erros. Eu prefiro lembrar de tudo, para ali mais adiante, não caminhar os mesmos passos. E o que passou, calou. E o que virá, dirá. Dirá qual será o tempo certo de nós dois. E, SE haverá o tempo certo de nós dois.


Mudaram as estações. Nada mudou? Muita, muita coisa mudou. Do calor do verão e da paixão que me consumia, penei pelo outuno e dores e cheguei com sequelas ao inverno gelado. E tenho certeza de que quando brotar as primeiras flores da primavera estarei renovada. Transformada.


Penso que errei. Sei o quanto errei. Entretanto, errei tentando acertar. Isso me alivia. Errei, procurando ser seu anjo, decorando seus desejos. Depois de tudo, saber onde errei é uma vantagem. Tem seu lado bom. A bem da verdade, devemos ser anjos de nós mesmos. Saber de cor os nossos próprios quereres, realizá-los para assim nos doarmos por completo e sem cobranças a alguém. Agora, só me resta tirar tudo isso da cabeça e colocar todo o resto no lugar, assumir e sumir com tudo que não foi bom.


Errar não é pecado algum. Exceto, quando faz outra pessoa sangrar. Quando isso acontece, eis a tragédia formada. E das grandes. Curar feridas que não se fecham não é uma tarefa fácil. Sou guerreira e não desisto facilmente. Quero fechar algo que está aberto dentro de mim. Quero, amanhã, olhar para essa cicatriz e não sofrer. Quero procurar você em outros timbres e outros risos e ser feliz. Quero enxergar o seu eu verdadeiro e poder acreditar em suas palavras. Acreditar que são sinceras e que tudo foi obra do acaso que andava bem distraído. Quero aproveitar cada segundo, antes de acordar para um novo tempo.


Não há como negar. Desde o início, você misturou tudo em mim. Belo Horizonte, Curvelo e Londres num grande terreiro. Só com você... poderia ser! Que pena! Poderia... Detesto essa conjugação verbal. E por isso mesmo, aprendi a me preservar. Resguardar meus sentimentos para evitar derramar mais lágrimas. Devo muito. Portanto, é imprescindível pensar no que posso daqui para frente. Posso fazer esse recomeço ser tudo de bom! É inegável que a maioria dos momentos do seu lado... foi TUDO DE BOM!!!


Sinto medo. Tenho receio. Especialmente do julgamento alheio. Respeitarei tudo que falarem, mas sempre vou seguir os desejos do meu coração. Sem sorrisos, minha vida, meus dias foram sempre iguais. Sei que nada é perfeito. Entendo que percalços são necessários no caminho. Percebo que a felicidade não é uma constante. E o que posso fazer diante disso? Viver. Apenas viver. Viver bem. Feliz. Fazendo o bem. A mim. A você. A nós.


Realmente é muito bom não ser divina. Ser filha do Criador é uma grande alegria. Perfeição demais me agita os instintos. Quem se diz muito perfeito, na certa encontrou um jeito insosso pra não ser de carne e osso. Sou imperfeita. Falho muito. Sou abençoada por poder corrigir minhas imperfeições e cada vez mais tornar-me mais humana, mais gente.


Ainda bem que no inverno é possível abraçar a esperança de dias novos. De bons tempos. Meu desejo é lhe apresentar a Karine que eu conheço.


Calma, embora vá aumentando o volume da voz quando a conversa está boa. Coisas de professora! Risos...


Feliz, que não tem vergonha de se assumir loira em alguns momentos de deslize e que tem um enorme desejo de sorrir muito do seu lado.


A Karine que tem defeitos, mas que tem inúmeras qualidades para lhe mostrar:


Bom, o tom do momento é: aproveitar os bons motivos que a vida nos dá embarcar numa nova aventura. Contudo, com os devidos cintos de segurança para que a viagem seja tranquila e muito, muito feliz! Na calma. Na sinceridade. Na verdade. Na amizade. No carinho. No respeito.



Quero viver um dia de cada vez. Por que? Porque hoje eu só quero que o dia termine bem!


Beijo ESPECIAL para alguém ESPECIAL!


"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida."


Um super e muito feliz dia do AMIGO para todos(as) os meus(minhas) amigos(as) que fazem toda a diferença em minha vida!


Especialmente aos virtuais que moram no meu coração: Sônia, Miguel, Juliana, Giane, Gi, Fabi, Jens, Loba, Aninha, Montanha...


Ká
P.S.: CD que serviu de inspiração ao post: Mulher 2 e a música Será? Bicho de Pé...
Link de uma música linda que tem me feito sonhar: