05/09/2010

SAINDO DE MIM

De volta a mais um capítulo do “Contos do Espelho”

Depois de olhar-se nos olhos, fazer um strip-tease da alma, desconstruir sua lenda pessoal, sonhar sonhos lúcidos, entupir-se de ausências, quebrar-se no espelho (o da alma), revelar esfinges do amor, perceber que o amor não é imortal, um dia ele chega, mas noutro vai embora... restringir-se entre parênteses, jorrar-se em lava flamejante vermelha, finalmente engoliu soluços vãos e alcançou algumas respostas.

Chegara então, o momento em que ela precisava simplesmente entregar-se ao emaranhado de intensas emoções que rodeavam a sua história. Investir em ações pouco cotadas é como assinar a falência pessoal. Se é para arriscar, que se arrisque por altos penhascos. Chorar por pouca coisa é inútil e envelhece.

A vida é sempre uma incógnita. Contudo, tal incógnita é definida pessoalmente a cada passo dado. Alguns acertados. Outros nem tanto. Errar os mesmos erros só é permitido até o instante em que os prejuízos podem ser ressarcidos. Caso contrário, chama-se falta de inteligência.


Entre tormentos e reviravoltas, eis que ela viu-se novamente no olho de mais um furacão. Como sempre, o último é o mais forte e o mais grave. Esse, assim era denominado.

As dores físicas somaram-se ao sofrimento espiritual e à perda de um dos sonhos mais sonhados de sua vida. Sim, seu sonho azul. Ele escorrera por entre seus dedos e estava escapando enquanto ela procurava uma solução desesperadamente.

Em contrapartida, seu ego fora altamente inflado por sua competência administrativa e a vida abria-lhe mais uma porta. O destino era mesmo brincalhão. Tudo, tudo resolvera acontecer ao mesmo tempo.

DEUS tem mais mistérios do que a Trindade Una, Trina e Santa. Definitivamente ELE sabe escrever certo por linhas tortas. As entrelinhas foram escancaradas e de dentro dela, de maneira simples, mas eficaz, algo morreu. Morrera na hora certa. De forma, branda. Partiu alegre. Sorriu impunemente. E ainda que toda faca tenha dois gumes, saiu devagar e para sempre. Seus poros, finalmente estavam livres do que lhe fazia mal. Do que não era passível de entendimento e muito menos digno de dedicar-se amor.

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De quem era o mérito? Ela era extremamente egoísta em alguns aspectos. Este era um deles. O mérito era exclusivamente dela. Os sentimentos foram ardilosamente trabalhados dentro de seu coração. De forma prática: o que é bom, fica; o que é ruim, saí. Simples assim.


Aprendera com o espelho a renascer das cinzas, como uma Fênix gloriosa que saí da roda viva. A tristeza fora passageira, e, por fim, uma pedra colocada sobre o túmulo daquele amor indigente.

Fizera a catarse. Podia voltar a dormir tranqüila. Não importava se a cara fora quebrada ou uma lágrima fujona dera o ar de sua graça. Qualquer coisa que seja resultado do amor já vale a vida.

Mas, e como fica o resto? É comentário. Especulação. Ela sempre vive o amor e paga o preço que ele custar. De preferência, deixa o troco, mas nunca finge que esqueceu a lição do espinho.

Na dinâmica da vida, tudo é um ciclo. E novos ares a estavam apaixonando. Ela estava enamorada de novo. Estava se encantando. Por isso, voltara a sorrir. Pintara os lábios. De vermelho. Vermelho intenso.

Como todo futuro é incerto e como incerta é toda felicidade, ela não tinha medo algum de voltar a sonhar em tons coloridos... lá ia ela de novo e de novo!

***
Pessoas,

Dei um tempo, não é mesmo? Parei de escrever alguns dias. Muitas vezes, deixamos de fazer coisas que gostamos muito, não por querer, mas porque certos momentos são dedicados aos furacões da vida. A Leoa aqui tem dias de tartaruga. Quando a vida me apavora, entrego-me ao nada, entro no casco e lá fico escondidinha até conseguir me aprumar como uma Fênix... (Haja animal pra me decifrar, não?)

Somou-se a alguns probleminhas de saúde, alguns problemas profissionais e uma "tristezazinha" teimosa que vive a me perseguir, mas já mandei-a passear bem longe de mim.

Tenho algumas boas novidades, mas como o conto ficou grande, vou deixar para torná-las públicas no próximo post.

Giane, obrigada pelo presente LINDO em letras garrafais, com o qual você me presentou! Fiquei imensamente feliz e o compartilharei com todos no próximo post. Você me encanta pelas palavras e pelo carinho sempre muito especial.

Enfim, torçam e mandem energias positivas para mim. Estou com alguns problemas sérios, mas hei de resolvê-los todos. Só peço a DEUS muita saúde para ter força para vencê-los.

No mais, uma semana LINDA e ABENÇOADA para todos nós! E no clima do feriado, independência aos sentimentos, aos amores, aos negócios e a tudo que oprimir o coração!

Como Clarice Lispector diz: “quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.” Não procuro entender as dores do mundo (e minhas), procuro viver bem o dia-a-dia, buscando sempre o equilíbrio entre os problemas reais e o que o meu coração sente.

Viver pra mim é estar sempre apaixonada, seja por alguém, pelo trabalho, pela literatura ou pelos desafios... enfim, é estar com olhos cheios de vida. E aí vai um segredinho ( Risos...) estou APAIXONADA de novo!

Beijos muitos!